Site para advogados: landing page ou site institucional?

As duas peças resolvem problemas diferentes — e escolher a errada custa tempo e dinheiro. Neste guia, a diferença na prática, o que a OAB permite e um caso real de advocacia que usa as duas ao mesmo tempo.

Duas telas de navegador lado a lado: à esquerda a landing page fabiojogo.com.br, com um único botão de agendamento; à direita o site institucional fjogo.com.br, com menu de sete itens

Por que o escritório precisa de um site próprio

Quem procura advogado hoje faz duas coisas antes de ligar: pesquisa no Google e olha o que encontra sobre o profissional. Se o resultado é só um perfil de rede social e um número de WhatsApp, a decisão fica mais difícil — não por má vontade do cliente, mas por falta de informação.

O site resolve isso porque é o único canal em que o escritório controla o enquadramento: quais áreas atende, qual a formação, quem já atendeu, como agendar. Rede social é aluguel — o alcance muda quando a plataforma decide mudar. O site é propriedade.

Na advocacia, o site raramente fecha o contrato sozinho. O que ele faz é encurtar a desconfiança: quando a pessoa chega na primeira conversa, já sabe com quem está falando.

A partir daí vem a pergunta que motivou este artigo: uma página única basta, ou o escritório precisa de um site completo? A resposta honesta é que depende do que você quer que o site faça — e as duas coisas não são substitutas.

O que é uma landing page

Landing page é uma página só, com um objetivo só. Não tem menu de navegação convidando o visitante a passear pelo site: tudo nela empurra para uma única ação, que no caso da advocacia quase sempre é agendar uma consulta.

A estrutura típica é uma sequência: quem você é e para quem trabalha, o problema que resolve, prova de que resolve (números, credenciais, clientes), e o formulário ou botão de WhatsApp. Sem desvios. Cada link extra é um caminho para o visitante sair sem falar com você.

É a peça certa quando existe uma fonte de tráfego definida: um anúncio no Google Ads, o link da bio no Instagram, um QR code num material impresso, a assinatura de e-mail. Você já sabe de onde a pessoa vem e o que ela quer — a página só precisa não estragar.

O que é um site institucional

Site institucional é o escritório inteiro na internet: página inicial, uma página por área de atuação, quem somos, blog ou artigos, contato. Várias páginas, cada uma com um assunto.

A diferença prática mais importante é essa multiplicidade. O Google não ranqueia "sites": ele ranqueia páginas. Uma página só disputa poucas buscas. Uma página dedicada a direito tributário, outra a direito imobiliário, outra a direito de família — cada uma pode ser encontrada por quem pesquisa exatamente aquilo. É assim que o SEO ganha superfície para trabalhar.

O custo disso é conteúdo. Site institucional com dez páginas vazias é pior que landing page bem escrita: o Google entende páginas rasas como pouco úteis, e o visitante também.

Comparando as duas, sem enrolação

Landing page

página única

Objetivo
Converter quem já chegou: uma ação, um botão.
Melhor para
Advogado autônomo, marca pessoal, campanha paga, teste de uma área nova.
Força no Google
Baixa. Pouco conteúdo, poucos termos de busca.
Prazo típico
1 a 3 semanas.
Risco
Se a fonte de tráfego secar, a página fica sem visitas.

Site institucional

várias páginas

Objetivo
Apresentar o escritório e ser encontrado por vários assuntos.
Melhor para
Banca com múltiplas áreas, equipe, e intenção de crescer no orgânico.
Força no Google
Alta, se houver conteúdo real em cada página.
Prazo típico
4 a 8 semanas.
Risco
Sem conteúdo e manutenção, vira folheto parado.

Resumo em uma frase: a landing page colhe demanda que já existe; o site institucional planta demanda para os próximos anos.

Um caso real: quando a resposta é "as duas"

Vale mostrar isso com projeto entregue, não com hipótese. Desenvolvemos dois sites do mesmo grupo de advocacia — e eles não competem entre si porque cada um atende um público em um momento diferente.

Topo da landing page de Dr. Fabio Jogo: retrato do advogado à esquerda e, à direita, o título Advogado dos Empresários com um único botão de agendamento Landing page · marca pessoal fabiojogo.com.br Página única centrada no Dr. Fabio Jogo, voltada ao empresário. Percurso curto: posicionamento, áreas de atuação, diferenciais, credenciais e um formulário de agendamento com aviso de LGPD no fim. Repare no topo: um botão só, "Agendar Consulta Estratégica". Serve como destino de anúncio, link de bio e apresentação direta. Topo do site institucional F. Jogo & Advogados Associados, com menu de sete itens, chamada Defendendo seus direitos com integridade e estratégia e dois botões Site institucional · escritório fjogo.com.br O escritório F. Jogo por inteiro: página própria para cada uma das áreas de atuação, seção de clientes, blog e uma página dedicada a um serviço específico. Note o menu com sete itens — cada um deles é uma porta de entrada possível a partir do Google.

O detalhe que faz a arquitetura funcionar é a ligação entre elas: a landing page pessoal encaminha para o site do escritório quando o visitante quer ver estrutura, equipe e amplitude de atuação. Quem chegou por indicação do profissional encontra a pessoa; quem chegou pesquisando "advogado tributarista em São Paulo" encontra a banca. Nenhum dos dois tenta fazer o trabalho do outro.

Se o seu caso é mais simples — um advogado, duas áreas, orçamento enxuto —, comece pela peça que resolve o gargalo atual. Falta gente chegando? Você precisa de presença no Google, ou seja, de páginas. Chega gente mas ninguém agenda? O problema é conversão, e uma landing page focada resolve mais rápido.

O que a OAB permite (e o que derruba o site)

Este é o ponto em que a advocacia difere de qualquer outro segmento: a publicidade é regulada, não proibida. O Provimento nº 205/2021 do Conselho Federal da OAB atualizou as regras para o ambiente digital, substituindo o antigo Provimento 94/2000, que era anterior às redes sociais.

Em linhas gerais, o provimento admite a publicidade informativa da advocacia: site próprio, perfis profissionais, produção de conteúdo, identificação com nome, número de inscrição na OAB e áreas de atuação. O que ele restringe é a mercantilização — o tom de comércio, a captação direta de clientela e a oferta de serviços jurídicos individualizados.

  • Tom sóbrio e técnico. O texto do site informa e explica; não vende como loja nem apela para urgência.
  • Sem promessa de resultado. Nada de "ganhe sua causa" ou percentual de êxito. Um aviso explícito de que não há garantia de resultado é prática comum e recomendável.
  • Identificação correta. Nome, número de inscrição na OAB e, no caso de sociedade, a razão social registrada.
  • Aviso de publicidade advocatícia. Deixar claro no rodapé que o site é publicidade institucional e informativa, nos termos da regulamentação da OAB.
  • Sem tabela de preços e sem comparação depreciativa com outros profissionais.

Cuidado com quem promete demais: fornecedor que oferece "funil agressivo", disparo em massa ou anúncio prometendo vitória pode expor o advogado a processo ético-disciplinar. O risco é do profissional, não da agência. Este artigo é informativo e não substitui a leitura do provimento nem orientação da sua seccional da OAB.

Na prática, a regulamentação não é obstáculo para um site bom — ela só descarta o marketing barato. A parte que a OAB não restringe é justamente a que gera resultado: clareza sobre o que você faz, conteúdo que explica o direito ao leigo, velocidade, e um caminho fácil para o contato.

O que não pode faltar, nos dois casos

Independentemente de qual peça você escolher, esses itens separam um site que trabalha de um site que só existe:

  • Abrir rápido no celular. A maior parte das visitas vem do telefone, e a maioria dos sites de advocacia é lenta porque carrega tema pronto cheio de código inútil.
  • Um caminho de contato óbvio — WhatsApp e formulário — visível sem rolar a página inteira.
  • Formulário com aviso de LGPD e consentimento explícito. Dado de cliente em matéria jurídica é dado sensível por natureza.
  • Endereço e telefone reais, batendo com o cadastro no Google Maps. Divergência aí atrapalha o SEO local.
  • Textos escritos para leigo. "Tutela antecipada" não é o que o cliente pesquisa; "receber a herança mais rápido" é.
  • Google Search Console e Analytics configurados nas contas do escritório — não nas da agência.
  • Certificado de segurança (HTTPS) e domínio próprio. Site de advocacia em subdomínio de plataforma gratuita passa a mensagem errada.

Do briefing ao ar: como o prazo se distribui

Semana 1
Briefing e arquiteturaDefinição do objetivo, do público e — no caso do site institucional — de quais páginas existirão. É aqui que se decide entre landing page e site completo, com base no gargalo real do escritório.
Semanas 1–3
ConteúdoTextos, fotos e credenciais. Na prática, é a etapa que mais atrasa projeto de advocacia, porque depende da agenda de quem advoga. Adiantar essa parte encurta o cronograma inteiro.
Semanas 2–6
Design e desenvolvimentoLayout, construção das páginas, formulários, responsividade e otimização de velocidade. Landing page fica no início dessa faixa; site institucional, no fim.
Última semana
Publicação e mediçãoDomínio, HTTPS, Search Console, Analytics e revisão dos itens de conformidade com a OAB. Sem medição instalada no dia da publicação, você perde o histórico dos primeiros meses.

Os erros que mais aparecem em site de advocacia

  • Site institucional com dez páginas de duas linhas. Área de atuação sem conteúdo não ranqueia e não convence. Melhor ter três páginas boas que dez rasas.
  • Landing page sem fonte de tráfego. Página linda no ar e ninguém acessando: falta o anúncio, o link de bio ou o SEO que trariam gente.
  • Linguagem de petição. O visitante não é o juiz. Se ele precisa de dicionário, ele fecha a aba.
  • Contato escondido. Telefone só no rodapé, formulário de nove campos, WhatsApp inexistente.
  • Contas no nome da agência. Domínio, hospedagem, Search Console e Analytics devem estar no nome do escritório. Trocar de fornecedor não deveria significar recomeçar do zero.

Se quiser ver como estruturamos projetos assim, vale olhar nossa página de sites institucionais — e, se o gargalo for aparecer no Google, o guia de SEO explica o que vem depois do site no ar.

O que advogados mais perguntam antes de fazer o site

Advogado pode ter site? A OAB permite?

Sim. A publicidade da advocacia é regulada, não proibida. O Provimento nº 205/2021 do Conselho Federal da OAB atualizou as regras para o ambiente digital e permite site, perfis profissionais e conteúdo informativo, desde que o tom seja sóbrio, técnico e informativo — sem mercantilização, sem captação de clientela e sem promessa de resultado. Antes de publicar, vale conferir o texto do provimento e, em caso de dúvida, consultar a sua seccional.

Qual a diferença entre landing page e site institucional?

A landing page é uma página única com um único objetivo: levar o visitante a uma ação, normalmente agendar uma consulta. O site institucional é um conjunto de páginas que apresenta o escritório por inteiro e sustenta a presença no Google no longo prazo. Uma converte, o outro constrói autoridade.

Preciso dos dois ou dá para escolher um?

Depende do estágio. Advogado autônomo começando ou testando uma área nova costuma resolver com uma landing page. Escritório com várias áreas de atuação e intenção de aparecer no Google precisa do site institucional. Quem faz anúncios e ao mesmo tempo quer ser encontrado organicamente se beneficia dos dois, com papéis separados — foi o caso do fabiojogo.com.br e do fjogo.com.br.

Landing page ajuda a aparecer no Google?

Pouco, e por construção. Uma página única disputa poucos termos de busca e tem pouco conteúdo para o Google indexar. Ela é excelente para receber tráfego pago e converter, mas quem quer aparecer organicamente para vários assuntos jurídicos precisa de várias páginas.

Quanto tempo leva para colocar o site no ar?

Uma landing page bem feita normalmente fica pronta em 1 a 3 semanas. Um site institucional com várias áreas de atuação, blog e formulários costuma levar de 4 a 8 semanas. O que mais atrasa não é o desenvolvimento: é a definição dos textos, das fotos e da revisão do próprio escritório.

Vale usar construtor de site pronto ou desenvolver sob medida?

Construtor resolve o básico e é mais barato no começo. O problema aparece depois: temas genéricos carregam código que você não usa, deixam a página lenta e amarram você à mensalidade da plataforma. Site sob medida é mais leve, mais rápido no Google e fica sob o seu controle — faz sentido quando o site é canal de aquisição, não só cartão de visita.

Quer saber qual das duas o seu escritório precisa?

Conte em que ponto está — sem site, com site parado ou com site que não gera contato. A gente analisa e envia uma recomendação com prazo e orçamento, sem compromisso.

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